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História da Psicologia

Vê a seguinte apresentação relativa à História da Psicologia

Em que consistiu a inovação da teoria de Darwin?


A teoria de Darwin defende a continuidade entre espécies que, embora diferentes no aspecto, fariam parte de uma mesma linha de evolução ao longo de muitos milhares de anos. Esta evolução resultaria de uma selecção natural, de uma competição entre os indivíduos em idade reprodutiva de cada espécie para sobreviverem e se reproduzirem adaptando-se ao meio: Os sobreviventes, que darão origem à geração seguinte, transmitiriam aos seus descendentes as características naturais que os tornaram mais adaptados. Deste modo, a fauna e a flora teriam sempre estado em evolução, constituindo linhagens com inúmeras variações de pormenor. Dado o rigor da selecção natural, qualquer pequena variação pode fazer triunfar ou extinguir-se a linhagem que a possuir. Neste aspecto, retoma as ideias de Lamarck sobre a influência das mudanças das condições do meio e da hereditariedade nas características adquiridas ao longo da vida (tese que será mais tarde recusada).
Os seres humanos evoluíram como as outras espécies? Para Darwin, os humanos evoluiriam por selecção natural, a partir de antepassados mamíferos, comuns aos outros prima¬tas. Ao considerar o ser humano ao nível do animal na sua obra de 1871, A Linhagem Humana e, pior ainda, fazendo-o descender do primata, Darwin apresenta uma nova concepção antropológica. Esta desencadeou grande oposição entre os cientistas durante mais de 50 anos, até porque ainda não havia compreensão dos mecanismos científicos da transmissão das características aos descendentes (embora Mendel já tivesse formulado os mecanismos da hereditariedade).A maior oposição veio das Igrejas por considerarem as teses de Darwin contrárias aos livros sagrados e só nos finais do século XIX se inicia o processo de compatibilização destas teorias com os textos bíblicos.
Qual a importância da teoria de Darwin para a Psicologia?Na Psicologia, e também na Economia, Sociologia ou Antropologia, os cientistas procuram investigar como é que a evolução natural, interagindo com ambientes específicos, produz as maneiras como nos comportamos, negociamos, comunica¬mos e interagimos com os outros e connosco mesmos, o que, já depois da morte de Darwin, deu origem ao chamado darwinismo social.Actualmente há muitos estudos sobre o stress que analisam a tensão resultante da pressão ambiental sobre os mecanismos biológicos. Os investigadores utilizam o método comparativo para estudar as analogias entre as reacções observadas em animais de laboratório e as reacções humanas porque admitem o parentesco entre o ser humano e os animais.Outro método usado pelos psicólogos é a observação naturalista ou ecológica em que se observam os sujeitos no seu ambiente natural para investigar o efeito da adaptação ao ambiente nos seus comportamentos.Podemos então concluir que a teoria de Darwin permitiu à Psicologia situar o estudo do comportamento humano no contexto dos outros seres vivos que se batem pela sobrevivência na adaptação ao meio.

O contributo das grandes teorias para a História da Psicologia?


Qual o contributo das grandes teorias para a História da Psicologia?Mais de dois milénios separam a Psicologia filosófica grega da Psicologia de hoje. Neste intervalo de tempo, o ser humano passou da escrita sobre uma tabuinha de cera ao processamento de texto em computador.A Psicologia científica não ocupa senão um pequeno período desta longa história, um pouco mais de um século. Foi necessário muito tempo para a Psicologia, como aconteceu com todas as outras ciências, vencer as barreiras religiosas (que, por exemplo, em Medicina, impediam a dissecação de cadáveres) e um tempo suplementar para passar a considerar o ser humano como um "objecto de estudo", ou melhor, um "animal de estudo".Foi necessária a intervenção de cientistas com fortes personalidades e grande determinação, como Darwin, Freud ou Watson, para se combaterem as opiniões correntes impondo um olhar objectivo sobre o comportamento humano e aplicando neste estudo métodos científicos semelhantes aos da química ou da fisiologia.
Darwin e a evolução Em meados do século XIX, Charles Darwin (1809-1882) formulou a tese de que os seres humanos, tal como os animais, se formam por evolução. Como naturalista, notara que os criadores de animais faziam a selecção artificial de espécies que iam ficando com certas características; do mesmo modo os fósseis de espécies consideradas extintas pareciam-se muito com certas espécies vivas. Assim, considerou que as espécies não são fixas (criadas de uma vez por todas) mas que as espécies evoluem formando-se gradualmente, a partir das anteriores, por divergências em pequenos aspectos. Por exemplo, a modificação dos bicos de certos pássaros, semelhantes em tudo o resto, resultaria de variações que os tornariam mais aptos a procurar alimentos.Começou a anotar estas ideias nos "Cadernos sobre a Transmutação das Espécies" e, em 1838, já estabelecera as grandes linhas da sua teoria da evolução das espécies mas, receando a opinião pública", nada publicou. É então que um jovem naturalista, Alfred Russel Wallace, lhe envia um texto sobre a sobrevivência do mais apto. Darwin apercebe-se de que este seu compatriota, sem conhecer o seu trabalho, redigira o que parecia ser um resumo da sua teoria. Vê-se obrigado a publicar em 1858 a sua famosa e polémica obra Sobre a Origem das Espécies, da qual se vendem, logo no dia da publicação, 1250 exemplares.

A Evolução do Homem


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